A Agência Mundial Antidopagem não estava equipada para fazer face ao doping de estado na Rússia

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Craig Reedie, presidente que deixará o cargo em 1 de Janeiro próximo, da Agência Mundial Antidopagem (AMA) reconheceu que o problema do doping de estado na Rússia, que deflagrou em 2016, foi o assunto mais importante da história da AMA em 20 anos.

A vasta implicação de desportistas, treinadores e autoridades russas foi “o pior caso da história, contra o qual a AMA não estava equipada para lutar”, declarou Craig Reedie numa conferência mundial sobre doping na Polónia.

O assunto tinha levado em 2015, à suspensão da agência russa antidoping RUSADA, por não conformidade ao código mundial da AMA e os atletas russos foram excluídos das competições de atletismo nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Depois e até aos últimos Mundiais de Atletismo em Doha, eles puderam concorrer como independentes e com equipamento neutro. A mesma situação ocorreu nos Jogos Olímpicos de Inverno 2018 em Pyeongchang, na Coreia do Sul.

Reedie confirmou que após haver levantado a suspensão da RUSADA em Setembro 2018, a agência russa estava de novo sob vigilância da AMA por não corresponder aos critérios internacionais estabelecidos.

Incoerências nos dados fornecidos sobre os testes dos atletas após Janeiro, poderão conduzir à abertura de um novo procedimento por não-conformidade e poderá colocar em risco a participação dos atletas russos nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Para já, Reedie, recusa-se a adiantar uma data sobre uma decisão.

 

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