As lesões e o lado negro das maratonas

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Para muitos, as maratonas são um exemplo de superação, atraindo cada vez mais participantes no mundo inteiro. Mas as maratonas também têm o seu lado negro. O The Wall Street Journal publicou um artigo, afirmando que dos 60 mil inscritos para a Maratona de Nova York, quase 15mil  não iriam começar a prova devido a lesões e overtraining (excesso de treino).
Para o maratonista, a derrota surge quando tem de abandonar a prova a meio do percurso sem conseguir cortar a meta. Mas tudo indica que um regime de treinos exagerados é a principal razão para que alguns fracassem bem antes da partida.
Segundo o artigo do Wall Street Journal, os atletas lesionados antes do início da maratona devem tal ao regime de treinos nas semanas que antecedem a maratona.

A importância do polimento

Para muitos atletas, é difícil de compreender, mas para se ter um bom desempenho na prova, é necessário que se faça o trabalho de polimento, que envolve a redução considerável do volume (e intensidade de treino) nas semanas que antecedem a prova para preparar o organismo para a corrida.
Muitos têm medo de perder a boa forma conquistada durante os treinos, ao fazer o polimento. Mas são o polimento e o descanso que permitem que o atleta atinja o máximo da sua performance.
Outro ponto crítico é que muitos atletas superestimam a quantidade de treinos que é saudável na sua rotina. Não podemos considerar normal um atleta (mesmo de alto nível) tenha mais do que uma lesão por semestre. Mas a verdade é que há cada vez mais atletas lesionados, com estiramentos, tendinites, problemas articulares, só para citar alguns exemplos. Outra prova disso, é a existência de cada vez mais recursos para fazer com que o atleta lesionado consiga competir, como as bandas funcionais que estão cada vez mais presentes nas provas de triatlo e corrida. Competir lesionado é uma prática que contribui muito para a diminuição da carreira desportiva do atleta.

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