BALANÇO DA ÉPOCA 2017 – 1500 METROS (M)

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Emanuel Rolim nitidamente superior

  • Nível continua fraco, mas foi o melhor dos últimos oito anos

Com um recorde pessoal de 3.37,16, que o coloca como 5º de sempre, Emanuel Rolim foi, de longe, o melhor especialista nacional da época, com a melhor marca nacional desde Rui Silva em 2009. Hugo Rocha e Guilherme Pinto prometeram, Paulo Rosário regressou no final da época e o nível geral ressentiu-se, continuando bem longe do dos anos oitenta. De qualquer forma, registou-se uma melhoria relativamente aos anos mais recentes: as médias dos 10 melhores (3.45,37) e dos 20 melhores (3.48,08) são as melhores desde 2010 e retiram cerca de um e dois segundos, respetivamente, em relação às de 2016. Mas continuam bem longe dos 3.39,91 (10 melhores) e 3.41,93 (20 melhores) conseguidos em 1988 e 1991, respetivamente. As médias deste ano são piores que aquelas que se registaram entre 1979 (há 38 anos!) e 2006…

O PÓDIO

1º EMANUEL ROLIM (BENFICA)

São dele as três melhores marcas do ano e quatro das cinco melhores, com destaque para os 3.37,16 conseguidos na Bélgica e 3.38,46 em Espanha (Huelva). Sagrou-se campeão de Portugal e foi terceiro na sua eliminatória no Europeu de pista coberta, o melhor dos não apurados para a final. Mas foi apenas 10º no Europeu de Seleções, sentindo dificuldade em provas táticas.

2º HUGO ROCHA (BENFICA)

Grandes progressos na prova belga de Oordegem, de 3.46,07 em 2016 para 2.42,28, em final de maio. Mas, depois, lesionou-se, falhou o Europeu de Sub’23 e esteve mal nas Universíadas. Até onde teria chegado?

3º PAULO ROSÁRIO (SPORTING)

Revelação em 2015 (3.41,84), esteve lesionado grande parte da época, apenas se “estreando” no Meeting Fernanda Ribeiro, em julho, ganhando (em 3.44,37) aquela que foi a melhor prova nacional do ano.

E AINDA…

Não sendo especialista, Rui Pinto fez, em Espanha, duas boas provas, ao nível do seu anterior recorde pessoal (3.44,60): 3.44,34 e 3.44,63. Guilherme Pinto prometeu em pista coberta – sagrou-se campeão nacional, à frente de Emanuel Rolim – mas não competiu ao ar livre. E Miguel Moreira melhorou de 3.45,82 em 2015 para 3.45,44, sendo segundo no Meeting Fernanda Ribeiro.

A REVELAÇÃO: JORGE PEREIRA (C. BF. PAREDES)

Aos 15 anos de idade (ainda juvenil de 1º ano), conseguiu 3.56,82 e ser sexto no FOJE (Festival Olímpico da Juventude Europeia). Destaque ainda para as marcas de dois outros juvenis (mas que subirão a juniores em 2018), Nuno Pereira (3.55,83) e Marcelo Pereira (3.55,96).

Veja aqui o ranking 2017

e aqui o ranking mais aprofundado

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