Balanço da época 2019 – 400 m barreiras (M): Veterano Ricardo Lima sucede a “desaparecido” Diogo Mestre

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Diogo Mestre havia sido o dominador da época de 2018, com larga superioridade e grandes progressos até 50,39. Mas esta época quase desapareceu, limitando-se a poucas provas e a uma melhor marca de 52,54 na Taça dos Clubes Campeões Europeus (5º lugar). Sucedeu-lhe Ricardo Lima, 34 anos, naquela que anunciou ser a sua última época e que dominou com 52,17 como melhor. Benfica (Lucirio Garrido, 51,10) e Sporting (Jordin Andrade (51,24) utilizaram estrangeiros na I Divisão, os quais chegaram a 50,19 e 50,41 como melhor esta época, respetivamente. Ainda aquém de outro estrangeiro, o benfiquista Mikael Jesus (50,12)…

As médias voltaram a melhorar. A dos 10 primeiros para 53,02 e a dos 20 melhores para 54,43, as melhores desde 2006. Os recordes já não estão longe: 52,81 e 53,49, ambos em 2004.

PÓDIO:

1º RICARDO LIMA (SC BRAGA)

Conseguiu a melhor marca nacional do ano, com 52,17, foi 8º no Europeu de Seleções, com 52,33 (e 52,51 na eliminatória). E regressou a nº 1 do ano, como em 2015 e 2016.

2º ANDRÉ SÁ (CASA BENF. FARO)

Melhorou o recorde pessoal de 53,06 em 2017 sucessivamente para 52,86, 52,70 (2º no Campeonato de Portugal) e 52,30 (em Espanha), subindo a segundo do ano.

3º PAULO SOARES (BENFICA)

Revelação em 2018 e ainda júnior em 2019, voltou a progredir bem, de 54,62 para 53,57 em abril, 53,40 e 52,46 em junho. Sagrou-se campeão nacional de sub’23 (53,62) e de juniores (53,76). Não esteve tão bem no Europeu de Juniores: 5º na eliminatória com 53,91.

E AINDA…

Tiago Horta progrediu de 54,00 para 53,66 mas os principais destaques (para além de Marco Ribeiro, a revelação), vão para os sub’23 Yuben Munary, boa parte do ano nos Estados Unidos, onde progrediu de 57,24 para 53,66; e Paulo Neto, que melhorou de 54,63 para 53,68; e para o júnior de 1º ano Bernardo Moreira, que na sua primeira época na especialidade obteve 55,22.

A REVELAÇÃO: MARCO RIBEIRO (CASA BENF. FARO)

Com 54,05 como melhor em 2018, progrediu para 52,50 ao tornar-se inesperado campeão de Portugal. Já havia progredido para 53,14 e fora vice-campeão de sub’23.

Ranking da época em http://atletismo-estatistica.pt/

 

2 Comentários

    • As nossas desculpas pelo erro, já o emendámos.
      Obrigado pela chamada de atenção.
      Cumprimentos,
      Manuel Sequeira

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