Belenenses (M) e Cluve (F) renovam títulos veteranos com recorde de participantes

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Por Arons de Carvalho (com a colaboração de Ricardo Lemos, Mário Rui e José Neves)

As equipas masculina do Belenenses e feminina do Cluve renovaram os seus títulos nacionais de veteranos, em pista coberta, no passado fim-de-semana, em Braga, num campeonato que reuniu um número recorde de participantes – 457 – e durante o qual foram batidos 22 recordes nacionais.

Nota muito positiva para a cada vez maior adesão de veteranos aos campeonatos de pista: de 374 em 2017 passou-se para 402 em 2018 e 457 agora, sendo 309 masculinos e 148 femininos, entre os 35 anos e os mais de 85 (José Bom, o mais velho) e as mais de 80 anos (Ivone Lobo). Lamenta-se a ausência de Francisco Vicente (84 anos), o veterano português mais medalhado em competições internacionais (81 medalhas) e ainda recordista europeu de 10000 m M65 (36.32,64 em 1998) e 2000 m obstáculos M65 (7.25,10 em 1998) e M70 (8.00,83 em 2003), com problemas de saúde que o obrigaram a terminar a sua longa carreira.

Coletivamente, Belenenses (4º título consecutivo) e Cluve (2º) somam já cinco campeonatos cada, em 11 anos. A formação lisboeta somou 371 pontos, contra 354 da Escola do Movimento e 23 do Cluve. A equipa feminina do Clube de Veteranos de Coimbra ganhou com 246 pontos, face aos 177 do CF Oliveira do Douro e aos 162 da Escola do Movimento.

Entre os numerosos participantes, três nomes ainda ligados à alta (ou já média…) competição: Filipe Vital Silva (14,90 no peso), Gaspar Araújo (6,45 no comprimento) e Patrícia Lopes (26,78 nos 200 m e 58,43 nos 400 m). Francis Obikwelu esteve inscrito mas não chegou a comparecer. Mas tem prevista a presença no Mundial de Torun (Polónia), no final do mês.

Muito boa a organização, com horários cumpridos, divulgação dos resultados em direto no site da ANAV (Associação Nacional de Atletismo Veterano) e cobertura fotográfica. Pena continuar a não haver mínimos para atribuição de títulos e para pontuação para as equipas. Há marcas que não o justificam de todo e há quem procure alinhar sozinho em provas que não são as suas, apenas para ganhar medalha e/ou pontuar para a equipa. Não se deve premiar igualmente prestações meritórias e marcas sem qualquer valor desportivo…

OS 22 RECORDES NACIONAIS BATIDOS
M50 400 m Serafim Gadelho  (Esc. Movimento) 54,28
60 bar. Luís Inocêncio (Belenenses) 9,43
3 km M Pedro Martins (Srª Desterro) 13.50,02
M55 400 m Francisco Rocha (NAR Messejana) 56,49
800 m Francisco Rocha (NAR Messejana) 2.11,36
4×200 m Esc. Movimento 1.58,90
M80 400 m Bernardino Pereira (GRD Os Fixes) 1.28,62
peso/3k António Valente (BCP – Porto) 8,72
F45 60 m Lídia Brum (Belenenses) 9,03
200 m Lídia Brum (Belenenses) 29,68
F50 4×200 m Esc. Movimento 2.25,72
F55 altura Céu Cunha (Cluve) 1,25 (=)
comp. Céu Cunha (Cluve) 3,85
4×200 m Cluve 2.58,23*
F60 200 m Emília Nunes (Cluve) 40,89
800 m Helena Blanc /CRD Santaluziense) 3.13,70
1500 m Helena Blanc (CRD Santaluziense) 6.22,20
3000 m Helena Blanc (CRD Santaluziense) 14.36,04
F65 1500 m Conceição Correia (E At. Trofa) 6.53,89
F70 200 m Celeste Ventura (CLAC – Entronc.) 1.06,28*
F75 800 m Olinda Ivars (Sporting) 6.02,02*
F80 comp. Ivone Lobo (Cluve) 1,07*
* novo recorde

*

Referência ainda para a realização de duas provas extra para iniciados, que resultaram em recordes nacionais da categoria: Francisco Silva (EA Rosa Oliveira) ganhou os 800 m em 1.59,80 (anterior recorde: Filipe Pedro, ADRE Palhaça, 2.00,12 em 1995); Beatriz Pereira (Maia AC) correu os 1000 m em 2.55,11 (antes: Marisa Barros, 2.57,81 em 1995).

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