Como se preparam os desportistas olímpicos face ao coronavírus?

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Em Portugal, foi aprovado ontem no Parlamento a entrada em vigor do estado de emergência, com o Governo hoje reunido para determinar as medidas restritivas que vão entrar em vigor. Mas segundo alguma imprensa, é previsível que se possa praticar a corrida ao ar livre, ainda que de forma isolada e não em grupo.

A Itália, França, Grã-Bretanha, Espanha e Alemanha já sofrem medidas restritivas que limitam fortemente a prática desportiva. São já conhecidos os nomes de meia centena de desportistas que apanharam o coronavirús, a maioria deles futebolistas. Até agora, a área do atletismo tem escapado a este problema.

Na Itália

A expansão do coronavirús na Itália é cada vez mais dramática e ontem, o Ministro dos Desportos, Vincenzo Spadafora, anunciou uma possível nova medida que proíba de todo sair à rua para passear ou fazer desporto. De momento, a atividade dos desportistas profissionais depende do primeiro artigo do decreto de 9 de Março: as instalações desportivas podem ser utilizadas à porta fechada por atletas reconhecidos de interesse nacional pelo Comité Olímpico e pelas federações, para prepararem-se para os Jogos Olímpicos.

Cada federação aplica os seus critérios: a natação autoriza todos aqueles que estiveram nos Campeonatos Nacionais, a ginástica deu 20 autorizações, a esgrima e o ténis deram autorização, respetivamente a 200 e 160 desportistas.

Na Espanha

Na Espanha, as medidas em vigor são mais restritivas que na Itália, sendo proibida a prática desportiva ao ar livre. Ainda no domingo, alguns ciclistas que andavam na estrada, foram multados pelas autoridades. Muitos desportistas olímpicos já se manifestaram com a impossibilidade de treinarem e pediram o adiamento dos Jogos Olímpicos. O próprio presidente do Comité Olímpico Espanhol já manifestou a sua preocupação com a presente situação. Segundo ele, há presentemente 70 países que não deixam entrar pessoas vindas de Espanha, o que torna muito difícil aos atletas espanhóis procurarem outros centros de treino.

Na França

O presidente Emmanuel Macron decretou no fim de semana passado o estado de alarme, proibindo qualquer aglomeração que seja superior a cinco pessoas. Todas as competições desportivas pararam.

Relativamente aos desportistas, a proibição de reunião e o encerramento das instalações obrigou-os a prepararem-se em casa, o que é muito difícil em muitas modalidades. Também aqui, muitas vozes alertam para a desigualdade existente relativamente a leis de outros países menos restritivas.

Na Alemanha

Na Alemanha, o coronavírus também paralisou o desporto. Mas o governo alemão ainda não tomou medidas de confinamento social para combater a expansão do virús.

Muitos desportistas optam por não ficar parados e aproveitam o tempo livre para manterem-se em forma, apesar de algumas dificuldades. A maioria deles fá-lo em casa por precaução. Mas há atletas olímpicos que foram chamados pelas suas federações para reunirem-se em centros de alto rendimento nos próximos dias, onde ficarão alojados e seguirão a sua rotina. E há outros treinando-se fora do país.

Na Grã-Bretanha

O primeiro-ministro, Boris Johnson, recomendou aos seus cidadãos não participarem em concentrações sociais, incluindo treinos. Os atletas britânicos aderiram ao apelo e pediram o adiamento dos Jogos Olímpicos, criticando o COI por pôr em risco os desportistas e os espetadores que queiram presenciar o evento.

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