Doping: a redução de controlos é um “presente” para os atletas mal intencionados

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A Agência Mundial Antidoping (AMA) declarou no mês passado que a pandemia do coronavírus tinha criado dificuldades aos controladores, com o encerramento de fronteiras, anulação de voos, aplicação de quarentenas e paragem das competições desportivas.

Para o atleta britânico Tom Bosworth (sexto nos 20 km marcha dos JO do Rio Janeiro), alguns atletas poderão aproveitar-se deste contexto para ultrapassar a linha vermelha: “É uma vantagem tão óbvia para aqueles que vêem o desporto como um meio de ganhar a todo o preço e de ganhar dinheiro, é um presente. É uma perspetiva muito escura, podem obter enormes ganhos num período de dois a três meses em que sabem que não serão testados”.

Apesar das dificuldades encontradas, o presidente da AMA, Witold Banka, afirmou que a luta contra o doping não está adormecida: “Os atletas não devem pensar que este é o momento para trapacear. Se não, as agências antidoping utilizarão as suas armas para os apanhar. Os testes não são a nossa única arma e nós temos poderes”.

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