Federação divulga “mini-calendário” da época de pista

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A Federação Portuguesa de Atletismo divulgou o calendário da retoma das atividades, com as competições nacionais a realizarem-se ao longo de apenas três semanas, entre 25/26 de julho e 15/16 de agosto, sendo precedidas de um período de um mês (20 de junho a 20 de julho) com competições para os escalões jovens e competições informais, enquanto os campeonatos distritais serão realizados nos três primeiros fins-de-semana de julho. Um calendário inesperadamente bem curto…

Ao longo de um extenso documento que pode ser consultado no site federativo, são explicados todos os momentos que se seguem, tendo em vista a proteção contra o coronavírus. Mas apenas posteriormente serão indicados os locais das várias competições nacionais.

O primeiro período competitivo, a iniciar-se já no próximo fim-de-semana, consiste em competições informais do género “desafios” ou “duelos”. E na fase inicial, pelo menos, as normas federativas ainda são mais restritivas que as da IAAF. Dois exemplos: apenas três atletas por série nas provas de velocidade e barreiras (com duas pistas de intervalo entre eles: pistas 1, 4 e 7 e pistas 2, 5 e 8); corridas contra-relógio nas distâncias superiores, apenas sendo possíveis as ultrapassagens se o atleta deixar duas pistas de intervalo de forma a manter sempre um mínimo de cinco metros (!) de distância… antes e depois da ultrapassagem!

Seguir-se-ão as competições regionais e as nacionais, estas abrindo (25/26 julho) e fechando (15/16 agosto) com o Nacional de Clubes (apuramento e final), abertos apenas aos clubes que na época passada disputaram as finais das I, II e III Divisões e aqueles que este ano disputaram as I e II Divisões em pista coberta. Está apenas destinado um dia para os Nacionais de Juvenis (1 agosto) e juniores (2 agosto) e o Nacional de Sub’23 pressupõe-se que seja integrado no Campeonato de Portugal, a 8 e 9 de agosto. De qualquer forma, todos estes campeonatos terão um número limitado de concorrentes (pressupõe-se que oito ou pouco mais por prova), escolhidos com base em mínimos entretanto fixados pela Federação.

Nos “desafios” ou “duelos” de início de época são várias as fórmulas previstas. Alguns exemplos: salto em altura com a (antiga) técnica de tesoura; outros saltos com número limitado de passadas (10 ou 14 na vara; 12 ou 16 no comprimento e triplo); “guerra de sexos” nos lançamentos de peso e disco, com apuramento de dois homens e duas mulheres para os dois ensaios finais e decisivos; triatlos em 30 minutos (60 m+comprimento+600 m no setor masculino; 60 m barreiras+peso+500 m no feminino).

Este “Programa de Retorno à Competição”, elaborado com a colaboração dos técnicos nacionais e regionais e presidentes das associações regionais/distritais, inclui ainda, entre outras matérias, propostas para atividades das crianças e desafios para não filiados na FPA. Foi ainda elaborado um documento com recomendações para os juízes.

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