Fotos de Dmitri Bascou, medalha de bronze olímpica em 2016 e mais dois atletas, com pichagens racistas em Paris

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Fotos de atletas franceses que estão na entrada do Institut National du Sport, de l’Expertise et de la Performance INSEP), no bosque de Vincennes, em Paris, apareceram com pichagens racistas. Nas imagens vandalizadas, estão o corredor Dimitri Bascou, especialista nos 110 m barreiras, bronze nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 e campeão europeu no mesmo ano; o judoca Teddy Riner, bicampeão olímpico e com dez medalhas de ouro em Mundiais; e Michael Jérémiasz, do ténis em cadeira de rodas, que foi ouro nas duplas dos Paralímpicos de Pequim 2008 e prata em duplas e bronze em simples em Atenas 2004. Ele aparece com a bandeira da França na abertura dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016.

O mundo desportivo francês condenou unanimemente estes atos e foi depositada uma planta no INSEP. “Nesta manhã, insultos racistas foram descobertos nas fotos de atletas dos Jogos do Rio, colocados nas grades externas do INSEP. Condenamos firmemente esses atos e entraremos com uma queixa na polícia”, disse o INSEP num comunicado oficial.

Na foto de Teddy Riner, foi escrita a palavra “singe”, “macaco” em português, bem como na de Michael. Na de Dimitri Bascou, está escrito “negro”. O Comité Olímpico da França mostrou o seu desagrado com a situação absurda. “O CNOSF denuncia firmemente a degradação racista cometida nos retratos dos campeões do time francês que estão expostos no INSEP Paris. Os atletas franceses são o orgulho do nosso país e a diversidade é a sua força. O Movimento Olímpico Francês é movido pelos valores da amizade, excelência e respeito que estão expressados na não-discriminação e no compartilhamento”, disse a entidade numa nota oficial.

Roxana Maracineanu, ministra dos Desportos da França, disse que as imagens desses “atos desprezíveis e covardes” realizados fora do INSEP lembram que a luta contra o racismo deve continuar.

“Não vamos relaxar a nossa vigilância. Todo o meu apoio aos atletas e aqueles que se sentem desonrados com esses comportamentos revoltantes”, comentou.

As fotos foram alvo justamente num momento onde, pelo mundo fora, há manifestações sob o lema Black Lives Matter.

Paris é a cidade-sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2024, e o INSEP, onde ficam as fotos agora vandalizadas, é um centro de treino importante para os desportistas franceses.

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