IAAF «inventa» novas regras para a Taça Intercontinental

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Eliminação dos atletas que passem em último nas provas longas e classificações com base num só ensaio nos concursos são algumas das “originalidades” que a IAAF lançará na Taça Intercontinental que no fim-de-semana se realizará em Ostrava e na qual Nelson Évora participará. A pontuação das quatro seleções – Europa, Américas, África e Ásia/Pacífico – também será “complicada”. Algumas destas inovações (nomeadamente a das provas longas) já foram há anos testadas na Taça da Europa mas foram logo abandonadas. A ideia era/é criar algo de diferente que atraísse o público, mas não resultou, chegando mesmo a ser ridículo o resultado.

Mas vejamos o que de novo inventou a IAAF:

– Corridas de 3000 m e 3000 m obstáculos: serão eliminados (sendo obrigados a abandonar a prova) os atletas que passarem em último lugar a quatro voltas do fim (será dado como 8º classificado), a três voltas (7º), a duas voltas (6º) e a uma volta do fim (5º). Apenas os quatro primeiros nessa altura competirão até final.

– Saltos horizontais e lançamentos: ao fim do 3º ensaio, os melhores atletas de cada seleção (quatro) continuarão em prova e os piores de cada seleção (outros quatro) serão classificados do 5º ao 8º lugares (mesmo que algum deles tenha melhor marca que o melhor atleta de outra seleção). Depois do quarto ensaio (denominado meia-final), os dois atletas pior classificados serão 3º e 4º consoante a marca registada neste ensaio (se houver necessidade de desempate devido a nulos, contam os ensaios anteriores). O quinto e último ensaio será a final, entre dois atletas, ganhando a prova quem fizer melhor nesse ensaio (em caso de igualdade ou nulos, conta o quarto ensaio).

Pontuação coletiva: serão inicialmente atribuídos 8, 7 ,6, …, 3, 2, 1 pontos aos oito primeiros, mas a pontuação definitiva prova a prova (8-6-4-2 pontos) dependerá dessa classificação inicial – soma dos pontos dos dois atletas de cada seleção. Por exemplo: numa prova, a Europa tem 1º e 4º (8+5 pontos=13), a África 2º e 8º (7+1=8), a América 3º e 5º (6+4=10) e a Ásia 6º e 7º (3+2=5). Assim sendo, a Europa receberá 8 pontos, a América 6, a África 4 e a Ásia 2. Pontuação direta haverá apenas nas estafetas.

Em suma: uma série de medidas que só complicam e até retiram verdade desportiva à competição…

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