IAAF muda regras de competição a partir de 1 Novembro

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Alterações nas falsas partidas e menos tempo para preparar saltos ou lançamentos

No próximo 1 de Novembro, entram em vigor várias mudanças nas regras de competição da IAAF, aprovadas pelo seu Conselho em Abril deste ano em Londres. A maioria das modificações têm um impacto meramente simbólico mas algumas delas têm maior impacto, até ao ponto de que teriam modificado o medalheiro no Mundial de Londres.

Eis as mudanças mais significativas:

1ª – Adeus ao dorsal nas costas nos saltos horizontais

foto-mudanca-regulamentoAté agora, os únicos atletas que competiam com um único dorsal eram os dos saltos em altura e com vara. A partir de agora, os saltadores do triplo e do comprimento também não precisarão de levar o dorsal nas costas. A modificação é anterior à polémica suscitada por Ivana Spanovic na final do comprimento no Mundial de Londres. A sérvia, deixou cair o dorsal das suas costas, deixando um rastro que a privou de uns preciosos centímetros que a terão deixado sem medalha (foi quarta).

2ª – Adeus à zona de balanço em estafetas curtas

Esta modificação tem pouca importância em efeitos práticos porque no atletismo de elite, é quase impossível que um atleta entregue o testemunho na zona de balanço. Até agora, a zona de mudança de testemunho nos 4×100 era de 20 metros, com a zona de balanço a ter dez metros em que não se podia entregar o testemunho. Esta zona desaparece e a zona de mudança aumenta até aos 30 metros. Nos 4×400 m, a zona de entrega continua a ser de 20 metros.

3ª – Menos tempo para preparar o salto ou o lançamento

Esta modificação tem como objetivo agilizar estas provas, que criam muitas vezes o tédio nos espetadores quando ainda há muitos atletas em competição. Até agora, sempre que houvesse mais de três atletas a competir, quem fosse dos saltos ou dos lançamentos, tinham um minuto após o competidor anterior. Agora, esse tempo reduz-se para metade, sempre que não sejam tentativas consecutivas.

Estes 30 segundos parecem insuficientes quando pensamos principalmente no salto com vara, a prova em que os atletas mais demoram a preparar os seus saltos e que mais se vê afetada pelas condições do vento. A polémica está lançada, sendo previsível que os nulos se vão multiplicar em ambos os casos.

4ª – Prevalece o sentido comum nos lançamentos circulares

A norma das provas de lançamentos (excetuando o dardo) era facilmente melhorável e a IAAF deu finalmente um primeiro passo. A partir de agora, o lançamento não será nulo se nas suas voltas, o atleta tocar na parte superior do círculo na zona que fica por trás do equador do mesmo. No disco e no peso, é muito comum que o lançador toque com o pé de apoio do círculo na sua primeira volta, o que já não levará a anular o lançamento.

5ª – As falsas partidas nas mãos dos juízes

Até agora, o detetor de falsas partidas era quem determinava se um atleta tinha tido uma falsa partida numa prova de velocidade. Uma espécie de olho de falcão aplicado ao atletismo e do qual não havia recurso. Agora, os juízes poderão anular o resultado do detetor de saídas, que terá apenas um caráter consultivo, e deixar correr um atleta que tenha feito uma saída nula indetetável à vista desarmada. Evidentemente que teremos muitas decisões polémicas mas já era assim na regra anterior, porque eram numerosos os casos em que os atletas protestavam após um nulo mais que duvidoso que os deixava fora da competição.

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