Industrial Desportivo Vieirense/Das origens operárias aos dias de hoje

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 O Industrial Desportivo Vieirense foi fundado em 1946 e tem atualmente 1.300 sócios. Nuno Simões é o presidente e Rui Dinis, o responsável pela Secção de Atletismo que tem 40 atletas. Fundado em 1946, chegou a fechar as portas por ordem da Pide.

O Industrial Desportivo Vieirense está situado em Vieira de Leiria, concelho da Marinha Grande e foi fundado em 22 de Dezembro de 1946. Surgiu da iniciativa de um grupo de operários da empresa de limas Tomé Feteira.

Começou com uma equipa de futebol sénior nos torneios regionais da FNAT (atual Inatel). Entre 1953 e 1956, o clube fechou as portas por ordem da PIDE, com toda a documentação confiscada. Só voltaria ao ativo nos anos 60.

1.300 sócios e 400 praticantes

foto-id-vieirense-4O ID Vieirense tem atualmente cerca de 1.300 sócios que pagam três tipos de quotas anuais: 36 € para os efetivos, 30 € para os reformados e 12 € para todos os jovens até aos 18 anos.

Tem quatro secções em funcionamento: futebol em todos os escalões, patinagem artística e de velocidade, natação e atletismo. Tem no total, 398 federados, dos quais 40 na secção de atletismo.

Nuno Simões é o presidente e Rui Dinis, diretor e responsável da Secção de Atletismo do clube que tem a sua sede situada no estádio Albano Tomé Feteira.

Os atletas da formação participam nas provas de pista organizadas pela Associação de Atletismo de Leiria e alguns dos veteranos vão aos Campeonatos Nacionais de corta- mato, de pista e estrada, Campeonatos Europeus e Mundiais.

A Secção tem um treinador, Mário Barreiros, há vários anos a custo zero para os escalões da formação. Já os mais velhos treinam seguindo as dicas dos mais experientes que os vão aconselhando, baseados na experiência adquirida ao longo do tempo.

“O clube e os sócios ficam orgulhosos dos bons resultados que a equipa de atletismo consegue”

Apoios possíveis num magro orçamento

foto-id-vieirense-3O orçamento anual da Secção ronda os quatro mil euros e só com muita “ginástica” tem sido possível equilibrar as contas. Existe um subsídio anual camarário e da Junta de Freguesia que engloba a organização da Corrida da Praia da Vieira. Algumas empresas privadas dão alguns apoios esporádicos para aquisição de equipamentos, como parkas, corta ventos e algumas t-shirts.

Outra fonte de receitas são alguns eventos de comes e bebes que o clube vai organizando ao longo do ano.

Quanto aos apoios dados aos atletas, o clube suporta grande parte das inscrições nas provas. Cada atleta paga o seu equipamento e quanto aos transportes, há uma carrinha nem sempre disponível, recorrendo-se então às viaturas particulares dos atletas e dos seus pais.

Tal como referimos acima, o ID Vieirense organiza a Corrida da Praia da Vieira que reúne habitualmente cerca de 200 a 250 inscritos.

INDUSTRIAL DESPORTIVO VIEIRENSE

logotipo-id-vieirenseConcelho: Marinha Grande

Ano fundação: 1946

Presidente: Nuno Simões

Sócios: 400

Atletas: 40 federados

Técnicos: 1

Orçamento: 4.000 euros

Orgulho nos resultados

Segundo Rui Dinis, “o clube e os sócios ficam orgulhosos dos bons resultados que a equipa de atletismo consegue, tanto a nível individual como coletivo e aparecemos com bastante frequência no jornal semanal da Marinha Grande”.

Dinis destaca o atleta Licínio Pereira, visita habitual dos pódios e que se sagrou recentemente na Dinamarca, campeão europeu dos 10.000 m e vice nos 5.000 m no escalão M60.

Falta de condições de treino

foto-id-vieirense-5Dinis lamenta a falta de condições para os atletas da formação treinarem outras disciplinas mais técnicas da modalidade. “Corre-se à volta do sintético, onde por vezes levam com bolas de futebol das equipas que se encontram a treinar”.

Treinar a estafeta num pinhal com um pau a fazer de testemunho

Quanto a estórias curiosas, Dinis conta-nos duas. Uma delas passou-se há já alguns anos com uma equipa feminina de infantis que foi campeã distrital da estafeta 4×100 m. As atletas treinavam num pinhal próximo, com um pau a fazer de testemunho e na pista, brilharam nas transições.

A outra estória passou-se num Campeonato Nacional de Corta-Mato disputado em Porto de Mós. “Estávamos todos dentro da nossa zona de partida quando reparámos que um atleta nosso estava a aquecer nas ruas perto do local. Por mais que o chamássemos, ele não ouvia e lá partimos nós. Como o percurso era às voltas, reparámos que nos estava a ver passar com a cabeça em baixo, envergonhado pelo sucedido”.

Resultados de relevo

A terminar, Rui Dinis quis salientar alguns resultados obtidos pela secção. O clube é campeão distrital de estrada em masters há vários anos consecutivos e também tem conseguido alguns títulos em corta mato. Tem ainda dois atletas a competir na seleção de masters portuguesa, Licínio Pereira e Jorge Marcelino, com presenças no Mundial de Nice e nos Europeus. Conta ainda com dois atletas que têm vencido várias provas do Circuito de Estrada organizado pela ADAL. São eles, Pedro Januário e Jorge Marcelino.

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