Sebastian Coe , presidente da World Athletics, defende um “diálogo aberto para abordar a situação” dos atletas russos e bielorrussos, que estão impossibilitados de competir em competições internacionais oficiais, e garante que, embora o Comité Olímpico Internacional tenha recomendado o regresso dos atletas do escalão juvenil, “as federações são autónomas nas suas decisões” e, no caso dele, a decisão será tomada após ouvir “os membros constituintes” do seu próprio Conselho.
O Comité Olímpico Internacional (COI) recomendou, há alguns dias, numa reunião em Lausanne, o regresso dos atletas russos e bielorrussos às competições juvenis, incluindo modalidades coletivas, com os seus hinos e bandeiras, embora mantenha restrições nos eventos do escalão sénior.
Representantes das federações internacionais presentes alertaram que a implementação “levaria tempo” e que teria de ser decidida nos seus respetivos conselhos.
Desportistas russos e bielorrussos podem participar em competições internacionais apenas sob uma bandeira neutra, individualmente, e desde que não tenham manifestado apoio público à guerra na Ucrânia e não sejam funcionários das forças armadas ou dos serviços de segurança dos seus países.
O COI não recomenda a realização de nenhum evento internacional na Rússia. Estas sanções estão em vigor ininterruptamente desde a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.
“É importante que tenhamos esses diálogos abertos, mas, em relação às recomendações, é preciso dizer que a autonomia de cada federação tem prioridade. É uma discussão necessária, e fico feliz que os grupos constituintes do Conselho Executivo do COI a tenham iniciado”, disse Coe em conversa com a imprensa internacional.
“O Conselho do COI está a analisar maneiras de permitir que eles compitam, mesmo como neutros, como já aconteceu antes algumas vezes, mas, no nosso caso, a decisão final será tomada após ouvirmos as partes constituintes e os membros do Conselho. É assim que costumo trabalhar”, disse ele.

