Sisínio Ambriz e Leonor Ferreira em foco nuns bons Nacionais de Juvenis

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Sisínio Ambriz e Leonor Ferreira, ambos com recordes nacionais, foram as principais figuras do VI Campeonato Nacional de Juvenis, realizado em Braga e que proporcionou um bom conjunto de resultados: nada menos de 13 das 14 marcas campeãs no setor masculino e 10 das 14 no setor feminino foram melhores que as suas homólogas de 2019 e caíram nada menos de sete recordes dos campeonatos masculinos e quatro nos femininos, ou seja, em praticamente 40 por cento das provas. Embora tenha sido apenas o sexto Nacional de Juvenis, não deixa de ser muito bom. Ao nível dos terceiros lugares, foram melhores, relativamente a 2019, 10 das 14 marcas masculinas e 8 das 14 femininas. Bastante bom igualmente.

OS MELHORES

Sisínio Ambriz (Benfica): continua a impressionar e, nestes campeonatos, conquistou quatro títulos (incluindo o da estafeta 4×300 m), batendo em todos eles os recordes dos campeonatos e em dois deles recordes nacionais: 7,37 no comprimento e 4993 no heptatlo, disputado há perto de um mês. Soma e segue…

Leonor Ferreira (Maratona): foi inesperadamente batida por Joana Dias nos 60 metros do primeiro dia mas “desforrou-se” no segundo ao bater o recorde nacional dos 300 m.

RECORDES DOS CAMPEONATOS

800 m (M): David Garcia (Sporting)                                  1.56,29

(antes: Filipe Magalhães, UD Várzea, 1.57,30 – 2016)

1500 m (M): Francisco Silva (EA Rosa Oliveira)                  4.03,70

(antes: Filipe Magalhães, UD Várzea, 4.06,75 – 2016)

3000 m (M): Ruben Pires (UD Várzea)                              8.47,14

(antes: Fábio Simões, RD Águeda, 8.49,09 – 2019)

60 bar. (M): Sisínio Ambriz (SL Benfica)                                8,06

(antes: José Matos, SC Abrantes, 8,29 – 2016)

Comprimento (M): Sisínio Ambriz (SL Benfica)                     7,37*

(antes: Guilherme Almeida, Esc. Movimento, 6,83 – 2019)

Heptatlo (M): Sisínio Ambriz (Benfica)                               4993*

(antes: Manuel Dias, UFC Tomar, 4781 – 2016)

4×300 m (M): SL Benfica                                               2.28,51

(antes: SL Benfica, 2.32,52 – 2019**)

300 m (F): Leonor Ferreira (Maratona CP)                        39,39*

(antes: Marisa Carvalho, SL Benfica, 39,92 – 2016)

Altura (F): Elena Furk (AC Mocidade-Aç.)                           1,64

(antes: Miriam Tavares, AFIS-Ovar, 1,61 – 2017)

3000 m marcha (F): Catarina Torres (Sporting)            14.29,54

(antes: Inês Reis, Penta C. Covilhã, 14.33,58 – 2016)

4×300 m (F): Juv. Vidigalense                                       2.52,17

(antes: Juv. Vidigalense, 2.56,20 – 2019**)

* também recorde nacional

** primeiro ano de realização da prova

CURIOSIDADES

– Sisínio Ambriz ganhou quatro provas (60 m barreiras, comprimento, heptatlo e 4×300 m), enquanto Rita Figueiredo (800 e 1500 m), Elena Furk (altura e pentatlo) e Sofia Lavreshina (triplo e 4×300 m) ganharam dois títulos cada.

– Houve três atletas que repetiram os títulos do ano passado: David Pereira no peso, Elena Furk na altura e Sofia Lavreshina no triplo.

– Campeões de sete das provas ainda se manterão como juvenis em 2021: Francisco Silva (1500 m), Sisínio Ambriz (60 bar., comprimento e heptatlo), Leonor Ferreira (300 m), Lurdes Oliveira (comprimento) e Letícia Lopes (peso). Nos pódios, houve um total de 23 presenças de atletas nascidos em 2004 (7 masculinos e 16 femininos).

– A prova de marcha masculina e as de 60 m, 1500 m, 3000 m e peso femininas foram as únicas 5 (entre 28) cujos vencedores fizeram pior marca que os seus homólogos de há um ano.

– Coletivamente, o Sporting ganhou o seu segundo título masculino (o Benfica segue com três) e mantém-se igualado ao Benfica no número de presenças nos pódios (5 cada). No setor feminino, a J. Vidigalense ganhou pela segunda vez, igualando Benfica e Sporting mas é o único clube totalista no pódio, com seis presenças, contra cinco do Benfica e três do Sporting.

– O Benfica, que conquistou cinco dos títulos individuais masculinos este ano, soma agora 11 vitórias nos seis anos do campeonato, contra seis da Escola do Movimento. No setor feminino, lidera o Sporting, com 13 títulos em seis anos (três dos quais em 2020), contra 11 da J. Vidigalense (três agora) e 10 do Benfica (um só este ano).

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