Especial Mundial: Tocado por rivais, Mo Farah vai do pódio ao médico: “Talvez precise de alguns pontos”

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Tricampeão dos 10.000 m na abertura do Mundial de Londres, britânico quase acabou derrubado após dois toques com adversários e disse: “Preciso ver um médico”

A emoção de conquistar o primeiro ouro do Mundial de Londres  diante do seu público, fez Mo Farah deixar a dor para segundo plano. Tocado duas vezes por adversários na última volta, o britânico apenas quis não cair na pista do Estádio Olímpico e, uma vez cruzada a linha de chegada, partiu para a festa. Mas, passada a euforia, as consequências dos toques foram sentidos de forma intensa. Na aguardada conferência de imprensa, o fundista respondeu a apenas três perguntas, pediu desculpas e justificou-se dizendo que precisava de atendimento médico.

– “Eu fui tocado duas vezes. Eu só pensava: ‘Eu não posso cair, eu não posso cair, eu não posso cair’. Foi muito difícil. Agora preciso de ver um médico. Talvez eu precise de alguns pontos – disse, antes de mostrar um curativo na perna esquerda, além de uma bolsa de gelo, e deixar a sala coxeando muito.

Ao ser tocado, Mo Farah de facto deve ter tido um déjà vu. Na final olímpica dos 10.000 m no Rio 2016, ele tropeçou sozinho e caiu a meio da prova. Esfolou o ombro, perdeu muitas posições, mas teve forças para fazer uma incrível prova de recuperação e sagrar-se bicampeão da distância. Desta vez, felizmente, não chegou a tanto.

O britânico, no entanto, afirma que teve dificuldades ao longo do percurso. Além de ter sido tocado por rivais ele viu-os imprimir um ritmo forte, com um trio de africanos alternando na liderança.

– “Eu sabia quando faltavam 12 voltas para o fim, que eles apertariam o ritmo e que seria duro. Foi questão de acreditar na minha arrancada no fim e saber que eu já tinha estado nesta posição antes. Ajudou muito ter essa experiência. Foi uma das provas mais difíceis da minha vida, mas consegui ser forte”.

Este é o terceiro título mundial de Mo Farah nos 10.000 m – além dos ouros de Pequim 2015 e Moscovo 2013, ele foi prata em Daegu 2011. Foi também tricampeão dos 5.000 m, prova para qual irá tentar recuperar a tempo de lutar pelo quarto título na quarta-feira.

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